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Canto das três raças (Clara Nunes)

Ninguém ouviu Um soluçar de dor No canto do Brasil Um lamento triste Sempre ecoou Desde que o índio guerreiro Foi pro cativeiro E de lá cantou Negro entoou Um canto de revolta pelos ares No Quilombo dos Palmares Onde se refugiou Fora a luta dos Inconfidentes Pela quebra das correntes Nada adiantou E de guerra em paz De paz em guerra Todo o povo dessa terra Quando pode cantar Canta de dor Ô, ô, ô, ô, ô, ô Ô, ô, ô, ô, ô, ô Ô, ô, ô, ô, ô, ô Ô, ô, ô, ô, ô, ô E ecoa noite e dia É ensurdecedor Ai, mas que agonia O canto do trabalhador Esse canto que devia Ser um canto de alegria Soa apenas Como um soluçar de dor. Ô, ô, ô, ô, ô, ô Ô, ô, ô, ô, ô, ô Ô, ô, ô, ô, ô, ô Ô, ô, ô, ô, ô, ô

Gentileza (1999), canta Marisa Monte

Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza. Só ficou no muro, tristeza e tinta fresca. Nós que passamos, apressados, pelas ruas da cidade, merecemos ler as letras e as palavras de Gentileza. Por isso, eu pergunto a você no mundo se é mais inteligente o livro ou a sabedoria. O mundo é uma escola, a vida é um circo, amor, palavra que liberta, já dizia o profeta. Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza. Só ficou no muro tristeza e tinta fresca. O mundo é uma escola, a vida é um circo. Amor, palavra que liberta, já dizia o profeta.